A cada recontagem aumenta o número de presos foragidos no Amazonas

A crise no sistema penitenciário no norte do Brasil está longe de uma solução definitiva, afinal, o que se pode esperar do Estado brasileiro em sua totalidade quando não se é possível se quer, realizar uma contagem correta dos presos tutelados.

Após a exoneração do Secretário de administração penitenciária do Amazonas, suspeito de receber propinas para autorizar a entrada de armas e drogas no COMPAJ, nesta sexta feira, 13 de janeiro de 2017, 12 dias após a rebelião de vitimou 60 detentos do complexo penitenciário Anísio Jobim, a SeAP informou que o número de fugitivos naquela ocasião é bem maior do que o inicialmente veiculado. (https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2017/01/13/apos-recontagem-em-prisoes-no-am-sobe-para-225-numero-de-foragidos.htm)

Ao todo, oficialmente, foram 225 presos que se evadiram do complexo, segundo informação da SeAP, após recontagem de presos.. Inicialmente a SeAP havia informado que seria 184 o número de fugitivos. Essa informação foi recebida com muito revolta pela população amazonense.

O principal motivo da revolta da população, que vive um constante clima de insegurança na capital do Estado, Manaus, seria que desde o momento que a rebelião foi controlada pelas forças policiais, surgiram boatos de que o real número de fugitivos havia sido muito superior ao informado.

Fontes da Polícia Militar do Amazonas e da Polícia Rodoviária Federal afirmaram na ocasião que o presidio estava praticamente vazio, se comparada a quantidade de presos antes e depois da rebelião, estima-se que o número real de fugitivos seja muito maior.

Após a rebelião 20 detentos ameaçados de morte, foram transferidos para um presidio no município de Itacoatiara, lá chegando novamente causaram transtornos e foram ameaçados de morte, fato que obrigou o Governo do Estado a recuar em sua decisão e voltar atrás quando a transferência dos presos.

O que é difícil de compreender é como se pode realizar uma contagem nominal de presos, dentro de uma ambiente fechado e, em tese, controlado pelo Estado, transferências entre presídios e revistas das celas, sem perceber que o numero real de presos foragidos é maior do que o estimado.

Pelo visto, ainda haverão muitos capítulos na estória desse “acidente desastroso” para o Governo do Estado do Amazonas esclarecer, bem como o ressurgimento de denuncias quanto ao apoio de facção criminosa Família do Norte, à candidatura de José Melo, atual Governador do Amazonas, em 2014.

Enquanto não chega ao fim esse triste capitulo da história do Amazonas, o povo amazonense sofre com a insegurança, deixando de ir aos grandes centros comerciais da capital, e as famílias dos presos sofrem sem saber ao certo, se seu ente querido está morto ou foragido.

 

 

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