Inaugurado na Bahia o maior parque de energia fotovoltaico do Brasil

 

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Uma boa notícia para o meio ambiente e para as próximas gerações de brasileiros. No mês de junho deste ano foi inaugurado o maior parque de energia fotovoltaico do país nas cidades de Lapa e Bom Jesus da Lapa, no interior da Bahia. Embora enfrentando muita resistência, as fontes de energia renováveis vem chegando aos poucos no Brasil.

Lapa e Bom Jesus da Lapa possuem alta incidência de radiação solar com grande potencial de geração fotovoltaico. A produção do parque solar será capaz de abastecer anualmente cerca de 166 mil residências, deixando de emitir na atmosfera uma estimativa de 198 mil toneladas de CO2. Foi investido aproximadamente US$ 175 milhões para a realização do empreendimento.

O parque é composto por duas usinas solares capazes de gerar cerca de 158 megawatts de energia por ano. Foi construído pela empresa italiana Enel Green Power, especializada em geração de energia verde ao redor do mundo. A empresa italiana atua nos continentes da Europa, Américas, Ásia, Oceania e África produzindo energia limpa de matrizes renováveis, tais como energia solar, eólica, hidroelétrica, biomassa e geotermal.

Iniciativas pela Brasil

Além do parque fotovoltaico da Bahia, outras iniciativas no mesmo sentido estão já em operação em outros estados do Brasil, como o exemplo do Ceará, no município de Pindoretama, região metropolitana de Fortaleza, onde está instalada a maior usina de energia solar privada do país, com a capacidade para produção de 3 megawatts e tem planos para expandir-se nos próximos anos.

O BNDS (Banco Nacional do Desenvolvimento) realizou neste ano o primeiro financiamento para um projeto de geração de energia fotovoltaica em mega escala no estado de Minas Gerais. Os grupos Élétricité de France S.A e Canadian Solar estão envolvidos no projeto de criação do Complexo Solar de Pirapora que contará com cinco usinas solares e um investimento do BNDS de R$220 milhões. Juntas são capazes de gerar 150 megawatts e proporcionar 1.381 empregos diretos e indiretos.

Refletindo sobre os danos

Tardou, mas tudo indica que o despertar para uma consciência ecológica está ganhando força, não apenas o governo brasileiro, mas investidores de peso estão abrindo os olhos para as vantagens dos projetos de geração de energia limpa. A instabilidade do mercado do petróleo fruto dos conflitos pela disputa das maiores reservas mundias entre as grandes potências geram danos sociais incalculáveis.

Somando os danos graves ao meio ambiente pela emissão de carbono e o lixo gerado pelos derivados do petróleo são motivos suficientes para uma reflexão sobre fontes alternativas que impactem o mínimo possível o planeta. As pesquisas sobre novas fontes deram saltos importantes nos últimos anos. Novas descobertas tecnológicas estão tornando viável o custo dos aparelhos de geração de energia solar de emissão zero de CO2.

Arsênio e o arroz entenda essa relação

O arroz é um dos alimentos mais consumidos no mundo, porém contém um metal pensado que pode causar riscos a saúde

No século XVIII, a Europa sofreu com uma epidemia que parecia ter origem nas plantações de arroz e ninguém sabia ao certo de onde vinha essa condição que provocava febre, calafrios, dores e até a morte. A única pista que os Europeus possuíam era o alto número de doentes aos arredores das plantações de arroz, que devido a isso, se tornaram ilegais durante quase 50 anos nas terras italianas e portuguesas e somente muito tempo depois que eles descobriram que a causa na verdade era um mosquito e a doença era a malária.

Após quase 90 anos da descoberta do mosquito, os terrenos alagados usados no cultivo do arroz voltaram a gerar discussão devido à presença de substância tóxica no cereal.“Apesar de contribuir para o crescimento do arroz, a inundação potencializa sua contaminação por arsênio, metal pesado existente no solo”, explica Bruno Batista, professor de química analítica da Universidade Federal do ABC, na Grande São Paulo.

Ocorre uma exposição crônica que aumenta o risco de câncer, e mesmo se ele fosse cultivado em áreas secas, ainda assim existiria a possibilidade de riscos, pois o arsênio está presente no ar, na água e até em alguns pesticidas. “Nos últimos 15 anos, o limite imposto pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) caiu de mil para 300 nanogramas de arsênio por grama do grão”, destaca Batista.

Estudos mostraram que nosso prato chega a ter 222 nanogramas por grama, portanto o arroz que os brasileiros consomem é seguro. Andy Meharg, professor de ciências biológicas da Queen’s University of Belfast, na Irlanda do Norte, acredita que, em função do metal pesado, o arroz exige moderação, especialmente entre as crianças. “Em longo prazo, o arsênio pode comprometer o desenvolvimento físico, neurológico e imunológico”, alerta.

Desde 1999, quando retornou de uma viagem a Bangladesh, Meharg tenta encontrar outras alternativas para deixar o arroz mais saudável, pois o solo e a água dos países da Ásia estão entre os que possuem mais índice de arsênio. Ele descobriu uma forma de preparação do arroz que ajuda a liquidar o arsênio, e de acordo com ele não se deve utilizar duas medidas de água para uma de arroz e deixar a água ferver até evaporar, isso é um erro.“Aumente a quantidade de líquido para cinco medidas, retire o excesso quando atingir o ponto, e o nível de arsênio cairá quase pela metade”, ensina.

No Brasil é um alimento de consumo indiscutível “Anualmente, 12 milhões de toneladas são produzidas no país. É a maior quantidade registrada fora da Ásia”, afirma Andressa Silva, diretora executiva da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), no Rio Grande do Sul.

O consumo no Brasil é inabalável de acordo com a EMBRAPA Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, que estima que cada brasileiro ingere 46 quilos de arroz por ano  “O grão foi trazido pelos colonizadores portugueses e logo caiu no gosto dos nativos, tornando-se a base das nossas refeições até os dias de hoje”, conta José Almeida Pereira, pesquisador da área de Fitotecnia do Arroz da Embrapa Meio Norte, no Piauí.

Veja também: 7 passos para fazer um arroz mais magro e saudável

 

Aplicativos que facilita serviços se tornam atrativos

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O mundo digital se tornou um ótimo lugar para oferecer soluções das mais variadas necessidades. Não importa a categoria de serviço, os aplicativos procuram tornar mais prática a vida de quem procura por facilidade na palma da mão e não quer perder a oportunidade de ter um serviço mais personalizado e muitas vezes mais barato.

Diversos aplicativos que estão disponíveis podem oferecer um serviço inesperado mas que irá atender as necessidades de seu público. Depois do Uber, várias pessoas preferem utilizar aplicativos que seguem a lógica de pagamento no cartão, a facilidade de contratação, disponibilidade de profissionais, geolocalização e a padronização de um serviço.

Depois de não ter experiências muito boas com as empregadas domésticas fixas, o aplicativo Parafuso ajudou a design de móveis Renata Távora a contratar profissionais de forma virtual. Em cada semana em seu apartamento no bairro paulista de Moema localizado na zona sul, ela utiliza o serviço da plataforma que permite escolher a quantidade de horas desejadas, e se necessário incluir alguns serviços extras como limpeza de vidros de janelas ou de geladeira. O valor é calculado e enviado automaticamente para a fatura do cartão.

A criação de um “Uber de serviços domésticos” foi a ideia principal de sua empresa conforme conta o jovem Felipe Augusto Brasileiro, 26 anos, um dos sócios da plataforma. Com o total de 2,5 mil profissionais cadastradas o aplicativo conseguiu resultados consideráveis, 20 mil casas por mês são atendidas pelo aplicativo. “Começamos oferecendo pequenos reparos, há três anos, mas a falta de padronização se tornou um problema. Então partimos para o ramo de limpeza doméstica”, relata Felipe.

A profissional Regina Nakamura que se inscreveu no aplicativo aprova a intermediação: “É muito prático trabalhar assim e sou dona dos meus horários”.

Geralmente é uma necessidade que cria uma solução, foi isso o que fez o empresário Eduardo Baer, de 32 anos, a ter uma ideia para resolver um problema particular, pois não teria onde deixar o seu cachorro de estimação com ninguém quando fosse viajar. O aplicativo intitulado de DogHero, funciona como uma espécie de Airbnb para cães, o anfitrião recebe o cachorro de alguém por um tempo e trata de manter os cuidados necessários para o animal de estimação.

Com a experiência já obtida por ser um dos fundadores do iFood, Bauer soube inovar em uma necessidade que existia e está alcançado espaço com esse tipo de serviço. Hoje a DogHero possui 10 mil anfitriões em 650 cidades do Brasil, e ainda tem um crescimento mensal de 25%. Baer que mora na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo, também está cadastrado como anfitrião: “Acabei me tornando um dos anfitriões cadastrados, então todo fim de semana tem um cachorro diferente em casa.”

 

Facebook e Google sofrem ataque

Uma fraude milionária causou um rombo econômico nas empresas Facebook e Google. De acordo com uma reportagem da empresa Fortune, o valor total da fraude é de 100 milhões de dólares. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou a prisão do criminoso que aplicou o golpe. Com o grande impacto que houve não haviam sido revelados os nomes das vítimas assim como a empresa que foi usada de isca para a aplicação do golpe.

O ataque de phishing conseguiu atingir duas empresas referências no ramo da tecnologia e também consegue prejudicar muitas pessoas ao redor do mundo. O golpe começa por meio de um clique em um link que contém ações maliciosas, e assim os usuários são induzidos a digitar informações pessoais em uma página falsa, fazendo que dados sejam roubados para diversos tipos de operações ilícitas causando prejuízo de diversas maneiras desde falsificação de perfis virtuais até roubo de dinheiro.

No caso do Google e do Facebook foi montado um esquema para fraudar empresas americanas de tecnologia. O crime consistiu em uma falsificação de uma identidade de uma empresa de Taiwan, a Quanta. Essa empresa fornece componentes eletrônicos para várias empresas de tecnologia, entre elas estão incluídas a Amazon e a Apple.

O criminoso responsável pelo crime enviava faturas que não tinham nenhuma veracidade legal, as faturas eram enviadas em nome da empresa Quanta. Essa simulação já acontecia desde 2013, diversos e-mails com phishing eram enviados para empresas de tecnologia com a intenção de ganhar dinheiro de uma maneira fraudulenta. Sempre que algum golpe era realizado, o dinheiro era repassado para contas em Hong Kong, Hungria e Eslováquia.

De acordo com a revista Fortune o impostor conseguiu enganar o departamento de contabilidade de duas empresas para que fosse realizada transações milionárias. Durante o tempo em que esteve agindo o criminoso acumulou uma grande quantia monetária que foi escondida em diferentes contas.

O Google afirmou que todo o dinheiro que foi roubado com a fraude já foi recuperado. O Facebook ainda não confirmou se recuperou todo o dinheiro que perdeu com o golpe desse crime virtual. Se for feita uma proporção, os 100 milhões não causaram nenhum tipo de impacto negativo na área financeira das empresas que são referência no ramo.

Em uma declaração sobre o ocorrido, Mary Jo White, que atuou na Securities & Exchange Commission como chefe afirmou: “Eu acho que essas empresas precisam olhar para isso de forma mais ampla — não apenas na perda operacional direta. Existe a possibilidade de danos à reputação. O que isso diz sobre os controles internos sobre ativos?”. De acordo com o FBI o criminoso Evaldas Rimasauskas poderá ter uma punição de no mínimo de 2 anos de prisão, sendo que existem possibilidades para que a pena aumente para até 20 anos pelos crimes virtuais cometidos.

 

 

Os encantos do bairro de Montmartre

Resultado de imagem para bairro de MontmartreMontmartre é um bairro localizado em uma colina de 130 metros de altura, no norte de Paris, na França. Ela é conhecida pela Basílica de Sacré Coeur, que fica no seu cume. Outra igreja ainda mais antiga, é a igreja de Saint Pierre de Montmartre, que é bem menor em tamanho, mas que os turistas, não podem deixar de conhecê-la.

Os encantos de Montmartre são muitos, como os seus pintores nas ruas, os seus charmosos cafés, as suas ruas arborizadas, tudo contribui para a atmosfera romântica do bairro. O filme Amélie Poulain trouxe ainda mais fama a esse bairro boêmio de Paris. Vários artistas famosos, trabalharam ou tiveram estúdios no bairro de Montmartre, como Salvador Dalí, Picasso, Modigliani, Claude Monet, Vincent van Gogh e Piet Mondrian, entre vários outros.

O passado de Montmartre, é cheio de diversas histórias religiosas e fatos muito antigos, do começo da nossa cristã. Foi nessa região, no ano de 250, que Saint Denis foi torturado e morto por cidadãos romanos.

Em 1590, as colinas desse bairro foram utilizadas por Henrique IV, nas guerras religiosas francesas, quando Paris foi cercada, para que as suas tropas pudessem atirar na cidade. O cerco acabou não dando certo, porque uma outra tropa fez com que Henry IV, fosse embora do local.

No século 19, quando Montmartre foi invadida pelos russos, na Batalha de Paris em 1814, eles aproveitaram a altitude para atacar a cidade.

Quando Napoleão III idealizou transformar Paris na cidade mais bonita da Europa, a sua primeira atitude foi dar concessão de grandes áreas de terras, próximas da cidade, para os amigos de Haussmann e credores financeiros. Isso expulsou os moradores originais, fazendo com que fossem para partes mais distantes de Paris, ficando nos distritos de La Villette, Clichy e Montmartre.

Depois de algum tempo, Montmartre começou a atrair moradores, devido ao fato de estar fora dos limites da cidade, ficando sem os impostos de Paris e ainda havia o vinho, feito pelas freiras dessa região, que tornava essa região um pouco mais comercial.

Montmartre acabou virando um local de divertimentos, com o cabaré Moulin Rouge e com o Le Chat Noir. Artistas e cantores estavam sempre presentes na região. No final do século 19, esse bairro acabou se tornando o maior núcleo artístico de Paris.

Artistas lendários como Raymond Duchamp, Henri Matisse, Renoir, Vincent van Gogh, Edgar Degas, Toulouse-Lautrec, Pablo Picasso, moraram ou trabalharam em Montmartre, para aproveitar a bela vista da cidade e as belas ruas arborizadas, buscando inspirações para as suas obras.

Atualmente, o Musée de Montmartre fica na residência onde o pintor Maurice Utrillo, viveu e trabalhou no segundo andar dela. O casarão está localizado no jardim do mais antigo hotel de Montmartre, e um dos seus primeiros donos, foi Claude Roze, conhecido também como Roze de Rosimond, que o comprou em 1680. Roze era ator e foi o substituto de Molière, e como aconteceu com este último, Roze também morreu no palco.

Os grandes centros urbanos como vilões da poluição atmosférica

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Grandes centros urbanos sofrem com problemas comuns, como o elevado número de habitantes, deficiência em infraestrutura e alto custo de vida. Porém, deve-se ressaltar um problema em particular e que é bastante preocupante: a poluição do ar. Provenientes de veículos automotivos, centros comercias, indústrias, dentre outros, esses poluentes danosos formados por materiais particulados podem conter partículas de minério, de metal, de solo e de poeira, que são prejudiciais à saúde. Além disso, há também a eliminação do óxido sulfúrico e óxido de nitrogênio, e todos eles são responsáveis pela poluição atmosférica e seus efeitos.

No ano de 2016, a Agência Internacional de Energia (AIE) elaborou um relatório onde estima que cerca de 6,5 milhões de mortes por ano são atribuídas à poluição do ar, tanto em espaços abertos, quanto em locais fechados. Com efeito, essa situação pode ser considerada a quarta maior ameaça à saúde humana, ficando atrás da pressão alta, dos riscos gerados pelos costumes alimentares e do cigarro. Além disso, é a poluição do ar custa caro e atinge, principalmente, mulheres, crianças e idosos, considerados vulneráveis.

O relatório apresentou que, embora exista a previsão de que as emissões de poluentes tendem a diminuir até o ano de 2040, as políticas energéticas atuais e em planejamento não serão suficientes para melhorar a qualidade do ar. Ainda, segundo a ONU, a poluição do ar mata mais do que doenças graves, como o HIV e a malária. Isso porque as partículas invisíveis geradas podem penetrar nos pulmões e na corrente sanguínea, o que pode causar diversas doenças, como o acidente vascular cerebral (AVC), câncer de pulmão, asma e infecções respiratórias.

À vista disso, é importante que soluções sejam aplicadas para combater a poluição do ar, como, por exemplo, a utilização de energias renováveis. O Brasil, apesar das altas taxas de poluição atmosféricas que afetam todo o mundo, tem índices melhores que outros países emergentes, conforme relatório divulgado pela OMS, em setembro de 2016. Isso se deve ao fato do país contar com energias renováveis, originárias de hidroelétricas, e possuir programas como o Proncove (Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores), que ajudam a reduzir a emissão de gases poluentes. Para saber mais sobre a utilização de energias renováveis e como elas podem ajudar na diminuição da poluição do ar, clique aqui para conferir uma matéria especial sobre o assunto.

 

Conheça o estudo que pode revolucionar o modo como a hipertensão é tratada

O Hospital de Porto Alegre (HCPA) deu início a uma pesquisa de caráter científico acerca da hipertensão. Intitulado de ” Prever Prevenção”, o estudo englobou 31 pesquisadores de vários estados do Brasil, além de alguns oriundos dos Estados Unidos. Os cientistas procuraram provar que a fase considerada como pré-hipertensiva é o estágio ideal para se começar a tratar a pressão alta.

Inicialmente, os pacientes cuja aferição da pressão arterial indicava um estado de pré-hipertensão foram instruídos quanto à adoção de uma rotina mais saudável, com práticas esportivas frequentes e alimentação balanceada. A intenção dos pesquisadores era justamente selecionar os indivíduos que de fato não apresentassem melhora com a inclusão de medidas salutares de modo cotidiano. Uma das cientistas envolvidas no projeto, a professora Sandra Fuchs, da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), esclareceu que o estudo realmente teve início quando houve a seleção das pessoas cuja evolução positiva não foi constatada.

Tais pacientes foram classificados em duas partes. Para um grupo de indivíduos, os cientistas ministraram medicamentos para hipertensão e decidiram que a dosagem adotada seria baixa. Já para o restante dos participantes, comprimidos de placebo foram entregues de forma diária. Os pesquisadores iniciaram, então, uma série de análises trimestrais com o intuito de se verificar o estado clínico dos envolvidos. Nessas avaliações, além da verificação da pressão arterial, alguns ajustes foram realizados no tratamento medicamentoso.

Ao se concluir o período de 18 meses do início do estudo, os pesquisadores puderam constatar que, em comparação com os que foram tratados com placebo, cerca de 45% dos indivíduos que receberam medicação para hipertensão, deixaram de produzir o problema. A docente Sandra Fuchs explicou que, ainda que a dosagem ministrada seja considerada baixa, muitos participantes foram beneficiados com a sua ingestão. A pesquisadora alertou para o fato de que a moléstia representa o maior fator de mortalidade em todo o mundo, o que reforça a necessidade de se tratar as pessoas já no início do quadro hipertensivo.

Alterações na estrutura do coração foram outro efeito positivo constatado por Fuchs. Segundo ela, quando o indivíduo sofre de hipertensão, há aumento da massa ventricular cardíaca. O que se verificou em participantes medicados foi justamente uma normalização dessa área do corpo, destaca a cientista. A pesquisadora também sinalizou que o quadro hipertensivo tende a se tornar crônico, levando ao surgimento de outras doenças.

A segunda etapa do estudo contou com pacientes com quadros já comprovados de hipertensão, que também foram divididos em dois grupos. Uma parte dessas pessoas recebeu um medicamento composto pelas substâncias amilorida e Clortalidonia, que apresentam custo consideravelmente baixo, além de causarem efeitos positivos e de maneira mais eficaz que o tradicional tratamento realizado com o emprego da Losartana. Assim sendo, os cientistas concluíram sua relevância para o tratamento de hipertensos.

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