SUS tem 900 mil pessoas na fila de espera por cirurgia eletiva

Um novo levantamento realizado pelo Conselho Federal de Medicina, revelou que até o mês de junho deste ano, 904 mil pessoas espalhadas em 15 estados e 10 capitais brasileiras, aguardavam por uma cirurgia do tipo eletiva, aquela que os médicos não consideram como urgente.

Segundo o órgão responsável pela pesquisa, os dados foram obtidos no mês de junho de 2017, e só se referem aos hospitais públicos do país. Nenhum dado sobre o sistema de saúde privado foi divulgado pelo conselho na pesquisa que foi coordenada pelo médico especializado no assunto, Ricardo Cohen, que também é membro da “Câmara Técnica sobre Cirurgia Bariátrica do Conselho Federal de Medicina”.

A pesquisa ainda identificou que dentre as 900 mil pessoas que aguardam pela cirurgia eletiva, um total de 750 pacientes estão há mais de uma década aguardando pelo procedimento na fila de espera. A entidade ainda informou na pesquisa que a cada mil pacientes na fila de espera por uma cirurgia eletiva, cinco acabam morrendo todos os anos antes de conseguir realizar o procedimento. Contudo, a avaliação realizada pelo conselho não identificou se as mortes têm ligação com a ausência da cirurgia ou se estão relacionadas a outros fatores.

O levantamento também revelou que apenas cinco procedimentos são responsáveis pelos altos números de cirurgias eletivas em aguardo no país. Esses cinco procedimentos são: cirurgia de catarata, 113.185 pacientes aguardando pelo procedimento; hérnia, 95.752; vesícula, 90.270 e varizes, 77.854. As cirurgias não urgentes consideradas mais comuns atualmente correspondem às áreas de oftalmologia, ortopedia, otorrinolaringologia, urologia e sistema vascular.

Para a realização do levantamento, o conselho avaliou os seguintes estados brasileiros: Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Alagoas, Paraná, Pará, Rio Grande do Sul, Rondônia, Paraíba, São Paulo, Pernambuco, Tocantins, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Norte. Os dois últimos estados não forneceram informações completas sobre a fila de espera por cirurgias eletivas, sendo os dados da Bahia relativos apenas aos pacientes que entraram para a fila neste ano, e os dados do Rio Grande do Norte somente sobre a fila de espera por cirurgias ortopédicas.

Embora os dados coletados pelo conselho tenham sido levantados a partir da Lei de Acesso à Informação, sete estados não enviaram dados sobre as informações sobre a fila de espera por cirurgias eletivas. Dentre esses estados estão: Piauí, Sergipe, Amapá e Rio de Janeiro. Alegando não ter informações, os seguintes estados também se negaram a contribuir para o levantamento: Distrito Federal, Mato Grosso, Amazonas e Espírito Santo. Já os estados de Roraima e Santa Catarina, negaram fornecer informações do tipo.

 

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