Governo da Austrália está retirando estrelas-do-mar da Grande Barreira de Corais

Uma grande quantidade de estrelas-do-mar da espécie chamada também de coroas-de-espinhos, estão se alimentando da Grande Barreira de Corais, que é considerada pela Unesco como Patrimônio Mundial. O governo do país já iniciou a retirada dos animais dos corais, já que essa espécie encontrada é a segunda maior estrela-do-mar existente no planeta, e que pode chegar a quase um metro de diâmetro.

Esses animais fazem a sua nutrição através dos corais, já que eles aproximam o seu estômago sobre os corais e utilizam suas enzimas digestivas para derreter os tecidos, sendo que o surto acontece quando o recife está se restabelecendo depois de dois anos seguidos, de que ele é atingido pelos corais.

Segundo Hugh Sweatman, pesquisador veterano do Instituto de Ciência Marinha da Austrália, a estrela-do-mar consome o equivalente ao seu tamanho corporal a cada noite, o que com o passar do tempo faz com que muitos corais desapareçam. Por isso é necessário que atitudes sejam tomadas e o governo está tentando resolver esse problema.

Essa situação acaba prejudicando muito o ecossistema e também o setor turístico, que sobrevive dos passeios realizados na região dos corais.

Essas enormes estrelas-do-mar apresentam uma quantidade tão elevada nessa região, que está sendo considerada uma verdadeira epidemia. Elas foram descobertas há um mês nos Recifes Swains, que ficam bem ao sul da  Grande Barreira de Corais.  Os cientistas que as encontraram fazem parte da Autoridade do Parque Marinho dos recifes de corais.

Os recifes mais distantes ficam em torno de duzentos quilômetros de distância da cidade turística de Yeppoon. Essa cidade também possui a pesca como outra atividade econômica e fica a cerca de quinhentos quilômetros da cidade de Brisbane, capital do estado de Queensland, ficando no extremo sul dos locais mais visitados pelos turistas da Grande Barreira de Corais, justamente onde estão centralizados os trabalhos para a retirada das estrelas-do-mar.

Fred Nucifora, diretor da Autoridade do Parque Marinho, declarou que já foram retiradas várias estrelas-do-mar no mês passado, que estavam nos Recifes Swains e que outra atividade como essa será feita durante esse mês. O local onde estão localizadas as estrelas-do-mar nos recifes são muito complicadas de serem acessadas, já que o local é muito desfavorável para os trabalhadores.

 

Designer realiza transplante em borboleta com utensílios domésticos

Atualmente, diversos órgãos são transplantados, tanto de humanos quanto de animais. A ciência tem evoluído de tal forma que muitos problemas de saúde que antes terminavam em morte hoje em dia podem ser curados através de um doador de órgãos. Mas uma mulher foi além dos transplantes realizados em mesa de operação nos hospitais e realizou um transplante na própria casa, utilizando utensílios domésticos.

O feito foi realizado em uma borboleta, que segundo Romy McCloskey, nasceu sem uma parte da asa. A borboleta em questão trata-se de uma monarca que pertence a Romy McCloskey, que com sua habilidade de designer, realizou seu primeiro transplante em uma borboleta.

A designer juntou uma série de materiais e colocou a “mão na massa”. Para a cirurgia, McCloskey utilizou uma toalha, palito de dente, cabide de arame, tesoura, cotonete, cola de contato, talco, pinça e uma asa de uma borboleta morta. Embora as linhas pretas que compõe o desenho da asa da borboleta não tenham ficado completamente alinhadas, o transplante ocorreu da forma como McCloskey planejou.

Em uma entrevista ao site americano chamado Bored Panda, Romy afirmou: Eu sou designer e artista, sabia que esse era o certo a fazer”. Romy McCloskey explicou ao site que a borboleta não tomou nenhum tipo de medicação ou sedativo para que a cirurgia fosse realizada, pois a parte implantada funcionou como uma unha postiça.

A borboleta ainda ficou por um dia em repouso recebendo alimentação adequada de sua criadora para finalmente testar sua nova asa. A designer revelou que com sorte, a borboleta conseguiu voar pela primeira vez. Antes da cirurgia, a borboleta não tinha expectativa de viver por nem um único dia, pois precisaria voar para se alimentar e até mesmo se esconder de outros insetos predadores. Mas com o transplante, a borboleta-monarca poderá viver de 2 semanas a até 5 meses.

Romy McCloskey conta que as borboletas-monarcas são as mais conhecidas no mundo, sendo bastante conhecida por suas linhas pretas e sua cor alaranjada. Essa é uma espécie que está presente em toda a América, e a envergadura da asa pode chegar a 70 mm.

 

Volume das taças de vinhos no Reino Unido aumentaram seis vezes desde 1700

Um novo estudo britânico tentou desvendar uma questão bastante atual: o tamanho da taça influencia na quantidade de vinho que as pessoas bebem? Essa é uma questão atual, pois o estudo identificou que desde 1700, o volume das taças comercializadas em todo o mundo aumentou. O estudo foi publicado pela revista British Medical Journal.

Realizado por pesquisadores britânicos da Universidade de Cambridge, o estudo identificou que apenas no Reino Unido, a média do volume das taças de vinho vendidas na região aumentou de 66 ml no ano de 1700 para um total de 449 ml nos dias atuais. Sendo assim, no Reino Unido as taças de vinho aumentaram em seis vezes o seu volume.

Os autores do estudo atribuíram esse efeito acelerado do aumento da capacidade das taças de vinho no Reino Unido devido a uma grande demanda dos americanos por recipientes com capacidade maior nos anos de 1990.

Já em relação ao consumo e ao tamanho da taça, o estudo identificou que o consumo de vinho no Reino Unido quase duplicou entre o período de 1980 a 2004. Mesmo com uma recente queda no consumo, registrada nos últimos anos, o consumo ainda é maior que o período em que as taças eram menores.

Segundo Theresa Marteau, líder do estudo, não há nenhuma comprovação científica que determine o aumento do consumo com o aumento do volume das taças. Contudo, na opinião da pesquisadora o volume da taça influencia na quantidade de vinho ingerido. “O tamanho da taça provavelmente influencia na quantidade de bebida que ingerimos”, apontou Marteau.

Além da líder da pesquisa, Jancis Robinson, escritora especializada em vinhos, também atribuiu o consumo da bebida ao volume da taça. “Há muito tempo que critico a taça de vinho de 175 ml”, revela Robinson. A escritora explica o fato dizendo: “Não só porque motiva as pessoas a consumirem mais vinho sem perceber, mas também porque os vinhos brancos e rosados tendem a esquentar mais rápido nessas taças, e isso faz com que as pessoas bebam mais rápido para não deixarem esquentar o vinho”.

Atualmente, no Reino Unido, o vinho é servido em taças que variam de 125, 175 e até 250 ml nos bares e restaurantes da região.

 

Aparelho promete silenciar zumbido no ouvido através de impulsos elétricos

Muitas pessoas já devem ter sentido pelo menos uma vez na vida um som insistente e perturbador. Isso ocorre na maioria das vezes quando temos uma exposição prolongada ao barulho e também sem nenhum motivo específico. Algumas pessoas têm esse zumbido crônico, que pode acometer os dois ouvidos de forma simultânea. Esses zumbidos causam dificuldades de concentração, depressão e ansiedade.

Um teste realizado com 20 voluntários, publicado na revista Science Translational Medicine, mostrou que o tratamento é capaz de minimizar os sintomas e em alguns casos acabar com o problema. O tratamento é feito com um aparelho capaz de parar o som se focado na atividade desordenada em alguns nervos cerebrais.

Após anos de pesquisas sobre o que causaria essa condição, o equipamento utiliza impulsos elétricos fracos cronometrados de forma precisa que ativam os nervos sensíveis ao toque. O objetivo desses impulsos é controlar as células nervosas para que voltem a ser normais. Após quatro semanas de testes diários, os voluntários disseram que o volume de sons diminuiu. O tratamento não produziu qualquer efeito adverso, destacou o artigo.

Antes de serem testadas em humanos, foram realizados experimentos em porquinhos-da-índia. Os humanos receberam tratamento às cegas, onde nem o voluntário nem o pesquisador sabiam se o paciente estava recebendo placebo ou o tratamento verdadeiro. O equipamento está prestes a ser comercializado, segundo a equipe da Universidade de Michigan. O financiamento atual dos estudos é feito pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, e novos testes serão realizados para o aperfeiçoamento e abordagem do tratamento.

A abordagem envolve dois sentidos e é chamada de estimulação-alvo bimodal auditiva-somatossensorial. O equipamento faz um som alternado entre intervalos e pulsos elétricos suaves que chegam aos ouvidos precisamente cronometrados, com aplicação nas bochechas e pescoço. Uma plasticidade dependente do tempo de estímulo é desencadeada. Esse tratamento pretende recompor as atividades celulares fusiformes, que ajudam o cérebro a receber e processar os sons e sensações, tais como toque ou vibração.

Após os testes, nenhum voluntário teve nenhum efeito adverso, e alguns relataram que o zumbido ficou tão fraco a ponto de ser facilmente ignorado. A professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Michigan destaca que os resultados são encorajadores, porém, ainda é necessário aperfeiçoar-lo para saber exatamente a duração do tratamento.

 

Dicas de hábitos podem melhorar estilo de vida

Mudar os hábitos exige um esforço considerável, mas que trazem retornos significativos para quem consegue cumprir com as mudanças. Um deles é acordar durante a manhã, pois a produtividade se torna mais eficiente e pode ter o seu potencial aproveitada.

Exageros não podem fazer parte da mudança, se a pessoa está acostumada a se levantar às dez da manhã, não é muito recomendado que ela queira começar acordando às seis, primeiro pode tentar às oito e assim progressivamente ir acordando mais cedo.

É ideal que o horário de se levantar esteja de acordo com o descanso, e assim ter a disposição para cumprir as atividades do dia.

Tomar água pela manhã ajuda o corpo a despertar e a se manter hidratado depois de uma noite inteira de sono. O cérebro e o metabolismo corporal também terão ajuda para se livrar das toxinas.

Arrumar a cama é a primeira tarefa que vai ajudar a despertar a energia do corpo, além disso, existe uma sensação de que as coisas começaram a se organizar.

Fazer um pequeno alongamento não irá tomar muito tempo da rotina, serão apenas 2 minutos para trazer benefícios que podem se estender pelo resto do dia.

Praticar um exercício físico é essencial para melhorar a qualidade vida. Diversos são os benefícios de quem faz qualquer exercício como yoga, corrida, ginástica rítmica, natação e academia. Exercitar o corpo não deixará que a preguiça tome conta na hora de fazer aquela atividade que exige um pouco mais de esforço. Além de ter o peso mais controlado e saúde, existem melhorias no humor e no sono, por exemplo.

Depois de um exercício físico nada melhor que relaxar em um banho refrescante e relaxante, o que irá gerar um bem-estar para o resto do dia ajudando a melhorar o sistema digestivo e imunológico.

Tomar chá ou café pela manhã traz uma sensação inegável de conforto, e também trará mais relaxamento para iniciar o dia. Uma dieta saudável precisa ser frequente no dia a dia, não adianta ser uma exceção.

Colocar para o papel os pensamentos durante a manhã irá ajudar a tirar algumas angústias e também fará as atitudes terem uma consciência maior. Depois de um tempo as reflexões escritas irão surpreender o autor quando forem relidas.

 

Taxa de R$20 por pessoa começará a ser cobrada diariamente pela visita ao Jalapão

O governo municipal da cidade de Mateiros, localizada no Tocantins, vai começar a cobrar uma taxa de visitação aos turistas que querem conhecer o Jalapão, e que irão ficar hospedados na cidade. A lei foi aprovada em novembro, e permitirá a cobrança de R$20 por dia para cada visitante.

O começo da cobrança está previsto para o próximo ano, e a lei também irá abranger quem explora os atrativos turísticos da cidade, que precisarão pagar uma taxa anual referente à Fiscalização e Fomento ao Turismo Sustentável, no valor de R$300. Essa taxa está subordinada ao despacho da licença, que essas atrações precisam ter para garantir o seu funcionamento. Um recibo exclusivo deverá ser criado, e vai ser preciso que os visitantes apresentem esse voucher quando forem entrar nas atrações.

Segundo o T1 notícias, um portal informativo do estado do Tocantins, essa lei não tem agradado as pessoas que trabalham com o turismo nessa região e os comerciantes locais. Eles têm receio que essas medidas sejam negativas para o turismo do Jalapão, que ao contrário de Fernando de Noronha, que também faz uma cobrança diária de permanência, a cidade de Mateiros não apresenta uma infraestrutura eficiente para justificar essa taxa. O valor que será cobrado, está além do que o município oferece aos visitantes e as pessoas ligadas a esse setor na cidade, estão receosas com as consequências que essa medida pode causar, temendo a redução da quantidade de pessoas que estão visitando atualmente a região do Jalapão.

Mas segundo Heberson Martins, secretário de Turismo da cidade, essa taxa o setor ligado ao turismo local, deverá melhorar o nível do serviço prestado pelos funcionários. A taxa que será cobrada ao visitante, servirá para pagar o seguro de vida do turista que é obrigatório, além da conservação e preservação da natureza da região.

A cidade de Mateiros fica na parte leste do Tocantins e é onde ficam os principais atrativos do Parque Estadual do Jalapão, que faz parte da trama  da novela global “O Outro Lado do Paraíso”.  A região apresentou um significativo aumento do número de turistas, depois da estreia da novela, trazendo uma publicidade positiva a esse parque.

 

Plantas são sensíveis aos efeitos da anestesia como os seres humanos

Pesquisadores da Universidade de Oxford elaboraram um novo estudo alegando que as plantas também reagem aos efeitos causados pela anestesia. A reação observada nas plantas pelos pesquisadores possui características similar as reações já observadas em animais e humanos. Sendo assim, o estudo evidencia a utilidade das plantas até mesmo para os testes clínicos.

Publicada no dia 11 de dezembro de 2017 pela “Annals of Botany”, a pesquisa traz novamente o mesmo olhar dos cientistas que utilizaram a anestesia pela primeira vez durante o século XIX. A primeira utilização da anestesia foi através do gás de éter, que ao ser inalado por pacientes proporcionaram efeitos capazes de intervir cirurgicamente sem que os pacientes sofressem.

Após a descoberta, outros tipos de anestesias já foram testadas e aprovadas para auxiliar em procedimentos cirúrgicos. Embora outras substâncias químicas já tenham sido utilizadas para provocar os efeitos anestésicos, os pesquisadores alegam que mais pesquisas precisam ser feitas, pois o tema ainda possui grandes lacunas.

O estudo também indica que mesmo após 150 anos da descoberta da anestesia e de sua utilização, os cientistas ainda desconhecem o porquê de alguns componentes químicos serem capazes de fazer um ser vivo perder a consciência.

Mas o estudo evidenciou que as plantas também são sensíveis aos efeitos causados pela anestesia. Segundo os pesquisadores, as plantas apresentaram certa paralisia em seus movimentos autônomos ao serem expostas às substâncias anestésicas.

Ao longo dos testes realizados com plantas, os pesquisadores identificaram que a planta dioneia, uma espécie de planta carnívora, perdeu a sensibilidade ao tato em sua armadilha e ainda deixou de gerar sinais elétricos. Todos essas observações foram vistas após os cientistas aplicarem substâncias anestésicas nas plantas.

Além das plantas carnívoras, ervilhas também foram utilizadas para o estudo, onde foi observado uma perda de movimentos autônomos por parte da planta e um tipo de curvatura em seu formato físico.

Sendo assim, o estudo concluiu que os efeitos causados por uma anestesia em animais é o mesmo observado em plantas. O que indica que a ação da anestesia funciona em níveis celulares e orgânicos igualmente. Essa descoberta poderá auxiliar os estudos relacionados aos efeitos da anestesia, pois em vez de testes em animais, os cientistas poderão utilizar as plantas para investigar mais sobre a anestesia.

 

Neurocientista Jorge Moll escreve artigo sobre a integração da tecnologia no setor de saúde

A inovação tecnológica em conjunto com melhorias no setor da saúde é uma tendência que vem crescendo a cada ano em esfera mundial. Um exemplo disso, é o fato de que, nos dias de hoje, é praticamente impossível listar os avanços da medicina sem citar as vantagens proporcionadas pela tecnologia, reporta o neurocientista Jorge Moll, que também é o presidente do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR).

Em um artigo elaborado pelo neurocientista sobre esse tema, ele destacou que nos Estados Unidos, especialmente na região conhecida como Vale do Silício, na Califórnia, os avanços da tecnologia digital estão impactando diretamente no setor da saúde. Acerca desse tema, o Dr. Albert Chan, que faz parte da Sutter Health, uma das maiores redes de assistência médica norte-americanas, veio ao Brasil há algum tempo para abordar a importância desse assunto.

Segundo ele, a Sutter Health tem tentado inserir constantemente o uso de tecnologias cada vez mais modernas para melhorar os tratamentos e o atendimento oferecido aos seus pacientes. Enquanto esteve no Brasil, o Dr. Chan também debateu as grandes tendências do momento na área da saúde, com destaque para como a tecnologia pode auxiliar na tarefa de deixar os pacientes mais confortáveis e acolhidos, destaca Jorge Moll.

Ainda em seu artigo, Jorge Moll lista o conjunto de benefícios que a tecnologia aliada a medicina podem trazer ao dia a dia dos pacientes. Em uma consulta de rotina, por exemplo, o avanço tecnológico possibilita que os médicos resgatem e analisem facilmente todos os dados e informações de seu paciente através de um simples comando de voz feita com o auxílio do Google Glass, o óculos inteligente do Google.

Com isso, é possível estabelecer uma interação muito mais humanizada e eficaz entre os médicos e os seus pacientes, além de permitir que os profissionais da saúde direcionem seu foco exclusivamente ao paciente, sem a necessidade de perder tempo consultando diversos arquivos e prontuários. Nesse novo método de consulta moderno, as informações analisadas pelos médicos ainda podem ser revisadas com mais precisão pelo especialista, o que melhora a produtividade e a eficiência de todo esse processo.

Outra questão importante citada por Jorge Moll é em relação aos tablets e smartphones, que também tem exercido um papel determinante nas inovações da área médica. Isso acontece principalmente através do uso de aplicativos em que os pacientes conseguem acessar facilmente os seus históricos e ainda marcar as próximas consultas, tudo isso sem precisar gastar tempo ligando para os consultórios.

Essas iniciativas estão cada vez mais integradas ao presente e ao futuro da medicina moderna, e com isso, espera-se que o setor de saúde brasileiro, incluindo empreendedores, redes hospitalares, startups, investidores do ramo, instituições privadas e públicas, estejam aptos a colaborar de forma cada vez maior com iniciativas como essas, permitindo assim que o avanço da tecnologia alcance a área médica em todo o país. O neurocientista Jorge Moll reporta ainda que, para que isso aconteça, é fundamental apostar no poder das parcerias para a difusão contínua desse processo.

 

Rússia resolve proibir importação de carne brasileira por conter hormônio

Infelizmente, quando o Brasil é assunto no cenário internacional, nem sempre se trata de descrever suas riquezas naturais ou a cordialidade de seu povo, pois somos também o centro de notícias bem negativas como a da decisão, por parte da Rússia, de suspender-se a importação de carne bovina e suína oriunda do Brasil, a partir do primeiro dia do mês de dezembro. A decisão, notadamente péssima para a economia do nosso país, surgiu após ocorrida a descoberta de diversas substâncias proibidas, segundo a análise dos serviços veterinários daquele país, mais precisamente a agência de regulação de produtos agrícolas.

A Rosselkhoznadzor, como é chamada a referida agência, por meio de um comunicado, informou ter encontrado a presença tanto da ractopamina quanto de outros hormônios de crescimento, nas carnes brasileiras. Ractopamina essa que, para quem não sabe, trata-se de um aditivo alimentar comumente usado com o fim de se aumentar a massa muscular dos animais nos quais se aplica a mesma. E isso, como podemos perceber, é algo proibido na Rússia, por considerarem eles a iminência de que possa haver efeitos negativos para a saúde daqueles que as consumirem.

Além dessa informação, contra ainda no referido comunicado dessa agência russa, a declaração de que eles tiveram que tomar “medidas severas para a proteção dos consumidores russos”. Foi assim que eles nomearam essa restrição temporária à importação de carne bovina e suína de origem brasileira.

Já aqui em nosso país, a posição de Blairo Maggi, que é ministro da Agricultura, foi a de não considerar tal medida de restrição como se fosse um “fechamento do mercado russo”. Segundo o próprio, esse tipo de medida restritiva “acontece de forma permanente em fiscalizações”.

Mas a situação toda ocorreu por conta das diferenças nas leis dos dois países, visto que, em nosso país, é permitido o uso de ractopamina, enquanto que, na Rússia e no continente europeu, não é possível usar deste sem que seja infringida a lei. No entanto, independente da questão se é correto ou não proibir seu uso, o fato é que a Rússia segue ainda sendo uma grande importadora das nossas carnes, de modo que qualquer restrição do tipo será a nós de alguma forma impactante. E os dados do Ministério de Agricultura não nos deixam mentir, já que durante o ano passado, 2016, foram movimentados 513 milhões de dólares de importação de produtos suínos por parte desse país, valor esse que, inclusive, veio a aumentar ainda mais, até outubro deste ano, chegando-se aos 612,3 milhões.