Rússia resolve proibir importação de carne brasileira por conter hormônio

Infelizmente, quando o Brasil é assunto no cenário internacional, nem sempre se trata de descrever suas riquezas naturais ou a cordialidade de seu povo, pois somos também o centro de notícias bem negativas como a da decisão, por parte da Rússia, de suspender-se a importação de carne bovina e suína oriunda do Brasil, a partir do primeiro dia do mês de dezembro. A decisão, notadamente péssima para a economia do nosso país, surgiu após ocorrida a descoberta de diversas substâncias proibidas, segundo a análise dos serviços veterinários daquele país, mais precisamente a agência de regulação de produtos agrícolas.

A Rosselkhoznadzor, como é chamada a referida agência, por meio de um comunicado, informou ter encontrado a presença tanto da ractopamina quanto de outros hormônios de crescimento, nas carnes brasileiras. Ractopamina essa que, para quem não sabe, trata-se de um aditivo alimentar comumente usado com o fim de se aumentar a massa muscular dos animais nos quais se aplica a mesma. E isso, como podemos perceber, é algo proibido na Rússia, por considerarem eles a iminência de que possa haver efeitos negativos para a saúde daqueles que as consumirem.

Além dessa informação, contra ainda no referido comunicado dessa agência russa, a declaração de que eles tiveram que tomar “medidas severas para a proteção dos consumidores russos”. Foi assim que eles nomearam essa restrição temporária à importação de carne bovina e suína de origem brasileira.

Já aqui em nosso país, a posição de Blairo Maggi, que é ministro da Agricultura, foi a de não considerar tal medida de restrição como se fosse um “fechamento do mercado russo”. Segundo o próprio, esse tipo de medida restritiva “acontece de forma permanente em fiscalizações”.

Mas a situação toda ocorreu por conta das diferenças nas leis dos dois países, visto que, em nosso país, é permitido o uso de ractopamina, enquanto que, na Rússia e no continente europeu, não é possível usar deste sem que seja infringida a lei. No entanto, independente da questão se é correto ou não proibir seu uso, o fato é que a Rússia segue ainda sendo uma grande importadora das nossas carnes, de modo que qualquer restrição do tipo será a nós de alguma forma impactante. E os dados do Ministério de Agricultura não nos deixam mentir, já que durante o ano passado, 2016, foram movimentados 513 milhões de dólares de importação de produtos suínos por parte desse país, valor esse que, inclusive, veio a aumentar ainda mais, até outubro deste ano, chegando-se aos 612,3 milhões.

 

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