Plantas são sensíveis aos efeitos da anestesia como os seres humanos

Pesquisadores da Universidade de Oxford elaboraram um novo estudo alegando que as plantas também reagem aos efeitos causados pela anestesia. A reação observada nas plantas pelos pesquisadores possui características similar as reações já observadas em animais e humanos. Sendo assim, o estudo evidencia a utilidade das plantas até mesmo para os testes clínicos.

Publicada no dia 11 de dezembro de 2017 pela “Annals of Botany”, a pesquisa traz novamente o mesmo olhar dos cientistas que utilizaram a anestesia pela primeira vez durante o século XIX. A primeira utilização da anestesia foi através do gás de éter, que ao ser inalado por pacientes proporcionaram efeitos capazes de intervir cirurgicamente sem que os pacientes sofressem.

Após a descoberta, outros tipos de anestesias já foram testadas e aprovadas para auxiliar em procedimentos cirúrgicos. Embora outras substâncias químicas já tenham sido utilizadas para provocar os efeitos anestésicos, os pesquisadores alegam que mais pesquisas precisam ser feitas, pois o tema ainda possui grandes lacunas.

O estudo também indica que mesmo após 150 anos da descoberta da anestesia e de sua utilização, os cientistas ainda desconhecem o porquê de alguns componentes químicos serem capazes de fazer um ser vivo perder a consciência.

Mas o estudo evidenciou que as plantas também são sensíveis aos efeitos causados pela anestesia. Segundo os pesquisadores, as plantas apresentaram certa paralisia em seus movimentos autônomos ao serem expostas às substâncias anestésicas.

Ao longo dos testes realizados com plantas, os pesquisadores identificaram que a planta dioneia, uma espécie de planta carnívora, perdeu a sensibilidade ao tato em sua armadilha e ainda deixou de gerar sinais elétricos. Todos essas observações foram vistas após os cientistas aplicarem substâncias anestésicas nas plantas.

Além das plantas carnívoras, ervilhas também foram utilizadas para o estudo, onde foi observado uma perda de movimentos autônomos por parte da planta e um tipo de curvatura em seu formato físico.

Sendo assim, o estudo concluiu que os efeitos causados por uma anestesia em animais é o mesmo observado em plantas. O que indica que a ação da anestesia funciona em níveis celulares e orgânicos igualmente. Essa descoberta poderá auxiliar os estudos relacionados aos efeitos da anestesia, pois em vez de testes em animais, os cientistas poderão utilizar as plantas para investigar mais sobre a anestesia.

 

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